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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Filosofia para Crianças

Alice, Alice, Alice!


por Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra
Nos próximos domingos, 17, 24 e 31 de Outubro, pelas 16h00, sobe ao palco do Cinema S. Vicente a peça de teatro infantil «Alice, Alice, Alice», uma versão do clássico «Alice no País das Maravilhas» de Lewis Carroll.
Nesta viagem pelo País das Maravilhas, Alice encontra estranhas criaturas e vive aventuras incríveis que se transformam em palco numa colorida viagem com cenários e figurinos que constroem este fascinante mundo um tanto surrealista, onde surgem referências ao teatro do absurdo numa linguagem acessível às crianças.
Numa adaptação livre deste clássico do nonsense a Companhia de Teatro Magia e Fantasia aborda temáticas relacionadas com a filosofia para crianças, dando ao espectáculo, para além do cariz lúdico, a possibilidade de diálogo com os espectadores e estimulando a sua reflexão sobre temas como a diferença, a liberdade e o sonho.
«Alice, Alice, Alice» é uma viagem para crianças e adultos levando à cena um dos textos mais interessantes da história da literatura infantil. Com encenação de Paulo Lage e interpretação de Mónica Cunha e Pedro Sousa.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Domingo dia 19 de setembro as 22h na TV Cultura



Tema: Corpo e intensidade

No mundo de hoje, para alcançar os exigentes padrões de beleza estamos constantemente buscando a perfeição estética, a juventude eterna. Mas o que aquela imagem que vemos refletida no espelho revela? Neste programa, a psicanalista Hélia Borges fala sobre a nossa relação com o corpo e a nossa construção como sujeitos. Como o nosso jeito de ser se expressa no corpo? E como as transformações do corpo mudam o nosso jeito de pensar, de sentir? Também participa deste debate sobre corpo, aparência e saúde o filósofo André Martins, curador desta série do Café Filosófico que vai discutir o futuro do corpo.

sábado, 4 de setembro de 2010

Café Filosófico na TV Cultura






Domingo na TV Cultura as 22h


5 de setembro



Consumo: Predatório ou consciente?


Nos dias de hoje a sedução para o consumo é enorme. Com tantas propagandas, ofertas de produto e facilidades de pagamento fica cada vez mais difícil determinar o que de fato precisamos ter para viver. Por outro lado, a preocupação com os o meio ambiente, recursos naturais, com a enorme quantidade de lixo que produzimos, tem nos colocado para pensar sobre o modo como consumimos. Ter ou não ter? Esta passou a ser a questão do nosso tempo. Neste programa, o consultor de branding Ricardo Guimarães e Samyra Crespo, curadora desta série do Café Filosófico, nos ajudam a refletir sobre os nossos hábitos de consumo.








Domingo na TV Cultura as 22h



12 de setembro


Sustentabilidade ao nosso alcance


Cotidianamente nos deparamos com notícias nada otimistas sobre a crise ecológica, a preocupação com o fim dos recursos renováveis, a poluição do planeta. Todas essas questões nos preocupam. Porém, diante do tamanho desses problemas, muitas vezes ficamos com a impressão que está fora do nosso alcance resolvê-los. Nesta série, Samyra Crespo discutiu com seus convidados formas de aproximar as práticas sustentáveis do nosso cotidiano. Como podemos transformar nossos hábitos de consumo? É possível planejar uma educação para o consumo consciente? Este Café Filosófico mostra algumas das reflexões destes encontros.



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

FIQUE LIGADO!






Domingo dia 15 de agosto as 23h30 na TV Cultura



Tema: Eu que aprenda a levantar

As perdas e separações compreendidas pelo ponto de vista da arte. A arte e a poesia podem ser instrumentos para lidarmos com os nossos lutos. Temos que aprender a usar a leveza da arte pra atravessar os trechos pesados da vida.

sábado, 17 de julho de 2010

John Lennon aos 70 anos

Em outubro


John Lennon aos 70

      Gravadora prepara lançamento mundial da obra de Lennon, que faria 70 anos. Além dos sete álbuns originais e do póstumo de inéditas, o megalançamento trará uma compilação dupla de hits e uma caixa de 11 cds

      Se é bastante natural que acontecimentos do cotidiano influenciem a produção dos artistas, raros são aqueles que transformaram sua obra numa espécie de diário pessoal. John Lennon se encaixa nesse grupo.

      Seus discos em carreira solo serão relançados mundialmente pela EMI em outubro, a exemplo do que a mesma gravadora fez com a obra dos Beatles em setembro do ano passado. Além dos sete álbuns originais, editados entre 1970 e 1980, e do póstumo de inéditas Milk and Honey (1984), o megalançamento trará uma compilação dupla de hits e uma caixa de 11 CDs, com raridades, singles e livretos.

      O projeto, intitulado Gimme Some Truth, prevê ainda um set com quatro discos, com a obra de Lennon dividida por temas: Roots, evidenciando suas raízes roqueiras; Working Class Hero, com sua canções de teor político e social; Woman, sobre amor; e Borrowed Time, que reúne suas visões sobre a vida diária.

      Os CDs remasterizados terão versão produzidas no Brasil, enquanto as caixas serão importadas pela EMI brasileira para venda no país. A data do lançamento, 9 de outubro, comemora os 70 anos de nascimento de Lennon, que foi assassinado a tiros aos 40 anos, em 8 de dezembro de 1980.

Sete discos

      O primeiro álbum de Lennon, sem contar três discos de experimentações pouco musicais lançadas antes em dupla com Yoko Ono, foi o John Lennon/Plastic Ono Band, de 1970. Repleto de canções cruas, distorcidas e gritadas, Lennon negava dessa forma o cuidado musical do parceiro Paul McCartney, cuja liderança e visão adocicada da vida haviam dominado os Beatles.

      O ápice é a canção God, uma verdadeira declaração de valores, em que nega tudo o que já havia sido importante para ele, incluindo Deus e Bob Dylan. Os versos finais demonstram a decepção com a ex-banda e a empolgação com sua nova fase: “I don’t believe in Beatles/ I just believe in me/ Yoko and me’’ (não acredito nos Beatles/ só acredito em mim/ Yoko e eu).

      Em 1971, Lennon produziu Imagine, que não só traria sua música mais lembrada, como recados pessoais: How do You Sleep (como você dorme?), para Paul McCartney, e Oh Yoko!, para você sabe quem - nos Beatles, Lennon já havia gravado o sucesso The Ballad of John and Yoko primeiro lugar no Reino Unido em 1969.

      Some Time in New York City (1972) e Mind Games (1973), ao contrário dos anteriores, tiveram recepção fria e péssimas críticas. Para completar, o casal se separou e Lennon mudou-se para Los Angeles com sua secretária, a filha de chineses May Pang.

      O novo casal passou um ano e meio na nova cidade, com Lennon enchendo a cara com amigos como Keith Moon, Harry Nilsson e Mick Jagger. Lennon chamaria mais tarde esse período de “lost weekend’’ (fim de semana perdido). Na volta, lançou Walls and Bridges (1974) e Rock’n’Roll (1975), este último apenas com covers dos anos 50 e 60.

      E então, curiosamente, ao retomar a relação com Yoko Ono, Lennon passou quatro anos em silêncio, sem lançar nada. Estava criando seu filho nascido em 1975, Sean, como descobriríamos ao ouvir seu disco seguinte, Double Fantasy (1980).

      Dividido meio a meio com Yoko Ono, as sete canções de Lennon no álbum traziam seu cotidiano no edifício Dakota, em frente ao Central Park, em Nova York. Em Cleanup Time, “o centro do círculo sempre será nossa casa’’. Beautiful Boy traz dicas de felicidade para Sean (além de o citar nominalmente): “vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos’’.

      E em Watching the Wheels, ele demonstra seu desconforto com quem o acusava de ser um fanfarrão e não fazer nada: “pessoas dizem que eu sou preguiçoso, sonhando o tempo todo’’.

      É comovente quando colocada ao lado de outra canção sobre o mesmo assunto, da época dos Beatles, I’m Only Sleeping (1966): “todo mundo parece achar que sou preguiçoso’’. Um sentimento que parece ter perseguido Lennon por toda a sua vida. (Ivan Finotti, da Folhapress)
Fonte: Jornal O Povo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre o escritor português José Saramago

O escritor português José Saramago morreu aos 87 anos em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, nesta sexta-feira (18).


      De acordo nota oficial, deixada pela família no site do escritor, Saramago morreu em consequência de falência múltipla dos órgãos. O autor sofria de problemas respiratórios. "O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila", disse o comunicado oficial.
      A informação foi dada em primeira mão à agência de notícias EFE pela família do escritor, que era um dos maiores nomes da literatura contemporânea e vencedor de um prêmio Nobel de Literatura e um prêmio Camões.
      Entre as obras publicadas por Saramago estão: "Manual de Pintura e Caligrafia" (1977), "Levantado do Chão" (1980), "Memorial do Convento" (1982), "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1986), "A Jangada de Pedra" (1986), "História do Cerco de Lisboa" (1989), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991),"Todos os Nomes" (1997), "O Homem Duplicado" (2003), "As Intermitências da Morte" (2005) e "Caim" (2009).
      Em 2008, a obra "Ensaio sobre a Cegueira" (1995) foi transformada em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles. O longa teve Julianne Moore e Mark Ruffalo como protagonistas.
      Em janeiro deste ano, José Saramago lançou uma nova edição de "A Jangada de Pedra" e toda a renda arrecadada com as vendas foi revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O preço total do livro, 15 euros, foi doado ao fundo de emergência da Cruz Vermelha do país.
      Durante o lançamento de seu último livro "Caim", em 2009, o escritor disse "que não se pode confiar em Deus".
Fonte: www.yahoo.com.br/notícias

sábado, 27 de março de 2010

Ícone do rock brasileiro, Renato Russo faria 50 anos neste sábado











      Neste sábado (27) Renato Russo completaria 50 anos de idade. O cantor e compositor morreu no dia 11 de outubro de 1996 de complicações de saúde decorrentes da AIDS.

Com a banda Legião Urbana, surgida em 1983 e que tinha ainda o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá na formação, Renato Russo se transformou em um dos principais ícones do rock brasileiro das últimas três décadas.

      O grupo conquistou uma multidão de fãs ardorosos com músicas hoje consideradas clássicos do repertório pop nacional como "Será", "Geração Coca-Cola", "Que País é Este?", "Eduardo e Mônica" e "Faroeste Caboclo", entre outras, cujas letras podiam trazer críticas à sociedade brasileira ou histórias centradas em relacionamentos.
      Com o grupo, Renato gravou oito álbuns. Em 1994, o cantor lançou seu primeiro disco solo, "The Stonewall Celebration Concert", que seria seguido por mais dois títulos: "Equilíbrio Distante" (1995) e "O Último Solo" (1997). Em 2003, foi lançado o disco "Presente", sucedido pelo disco "Trovador Solitário" (2008), com gravações até então inéditas do cantor.
      Ainda hoje, quase 14 anos após sua morte, Renato Russo mantém-se como um ídolo em todo o país. Os admiradores de sua obra fazem parte da geração que acompanhou o surgimento da Legião Urbana, ainda no começo da década de 80, e também os adolescentes de hoje, nascidos naquela época.
Em 2009, a gravadora da Legião Urbana, a EMI, desmentiu boatos de que Dado e Bonfá reformariam a banda. No começo de 2010, a gravadora anunciou que pretende relançar a discografia da Legião em vinil. Os discos ainda não têm data de lançamento definida.

      No sábado em que se comemora o aniversário do cantor, chega às lojas a compilação "Duetos", com gravações de Renato ao lado de nomes como Dorival Caymmi, Herbert Vianna e Leila Pinheiro. Uma das canções do álbum é "Like a Lover", dueto póstumo com Fernanda Takai que é uma versão em inglês para a música "O Cantador", composta por Dori Caymmi e Nelson Motta e gravada por Sergio Mendes nos anos 60.
      Outra homenagem ao cantor acontece no programa "Altas Horas", da Rede Globo. Na atração, O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá vão se apresentar juntos na TV pela primeira vez desde o fim do grupo, em 1996.

Renato Russo: Paulo Ricardo fala sobre sua amizade com o cantor


      "Você precisa ouvir essa banda, eles tem umas letras bem legais", e lá fui eu com minha amiga Patrícia Andrade e nossa turma de modernos assistir à tal Legião Urbana de Brasília no Centro Cultural de São Paulo, numa tarde cinzenta de primavera em 1984.

      O trio era bem interessante, um punk pop arrumadinho, e a voz potente e afinada do baixista barbudo de óculos me deixou muito bem impressionado. Dali saímos para uma longa noite perdida em alguma prateleira das minhas lembranças, mas era, como naquele célebre diálogo de "Casablanca", o início de uma bela amizade.
      Nossos encontros em camarins de programas de TV, como "Chacrinha" e "Milk Shake", eram constantes e permeados daquela típica euforia dos vinte e poucos anos, da troca de figurinhas de bandas novas e antigas, e dos nossos planos ambiciosos de dominação das ondas do rádio. Legião e RPM lançaram seus primeiros álbuns em 1985, e o que se via adiante era uma freeway cheia de som e fúria. Foram momentos inesquecíveis que guardo como uma coleção de vinil.
      Em poucos meses estávamos ambos numa posição de destaque na cena pop rock, e a revista "Bizz" nos convidou, eu e Renato, para uma matéria na qual entrevistaríamos um ao outro. Dali surgiram afinidades e a declaração de Renato a respeito da canção "A Cruz e a Espada", que ele confessou adorar, tentando entender o que eu queria dizer com aqueles versos. Só algum tempo depois percebi que ele havia se identificado com o dilema do desejo que "se perdeu de mim", e sairia do armário, por influência decisiva de Cazuza. Em 96, Renato regravaria esta canção comigo no meu CD "Rock Popular Brasileiro". Mas já falo disto...
      Em 86, após um show do RPM no Gigantinho, a banda assistir a Legião, e naquela noite fizemos nossa única jam, com Luiz Schiavon tocando baixo em "Rádio Pirata". De lá pra cá passamos a nos falar constantemente. Em 87, com Cazuza já em carreira solo, tivemos os três um encontro antológico no Barão com Joana, em Ipanema. Nos vimos e ficamos horas e horas nos abraçando, gritando e pulando como crianças. Essa polaróide ainda me leva às lágrimas. Seria o fim de uma era.
      Diante da coragem de Cazuza ao enfrentar de peito aberto e publicamente sua luta contra a AIDS, Renato foi se sentindo constrangido e forçado a assumir sua homossexualidade, o que, naquele ponto, já não faria muita diferença na adoração messiânica de seus fãs (termo que Herbert Vianna adorava repetir quando se referia à Legião) . O que não se sabia é que naquele mesmo ano Renato contrairia o vírus daquela "big disease with a little name", como cantou Prince em "Sign 'o the Times".
      Em1996 voltei a morar no Rio, e pude sair mais com Renato, no auge de sua loucura, como se disputasse com Cazuza, ambos arianos, cheios de sede de viver, o troféu de "party animal #1". E olha que naquela época ainda tínhamos Lobão no páreo! Mas quando o convidei para participar de meu CD, ele, com a doçura e sensibilidade que poucos conheceram, me presenteou com um dos momentos mais emocionantes de minha carreira. Fui buscá-lo em seu apartamento em Ipanema, a maior coleção de CDs que já vi. Ele me esperava de bermudas e camisa florida, um anti-Magnum improvável, de sandália havaiana e cara de tédio ( com um T bem grande pra você).
      Nos estúdios da Som Livre foi aquele beija mão e sessão de fotos. E olha que Roberto Carlos e Xuxa também estavam gravando lá. Guardo minha foto com o maior carinho. Cantando e fumando (ao mesmo tempo), Renato se emocionou e emocionou a todos com sua interpretação, ouviu minha versão para "Tempo Perdido" e apostou um jantar que ela chegaria a primeiro lugar nas rádios. Na volta, parecíamos aquela cena de "Wayne's World", cantando "Bohemian Raphsody", e "Dancing with the Moonlit Knight", do Genesis, a plenos pulmões, quando, felizes e cúmplices, Renato disparou, com sua peculiar ironia, "você sabe, né, Paulo, que aqui só eu e você cantamos mesmo". Ele se referia ao rock brasileiro.
      Foi a última vez que o vi, meu Rei Nato. Will be missed.

quarta-feira, 10 de março de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

IDEOLOGIA




Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Freqüenta agora as festas do "Grand Monde"
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem sou eu
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
(CAZUZA. Ideologia. CD Coleção Millennium, Polygram, 1998).