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sábado, 29 de dezembro de 2012

CACASO




FATALIDADE

A mulher madura viceja
nos seios de treze anos de certa menina morena.
Amantes fidelíssimos se matarão em duelo
Crepúsculos desfilarão em posição de sentido
o sol será destronado e durante séculos violas plangentes
farão assembleias de emergência.

Tudo isso já vejo nuns seios arrebitados
de primeira comunhão.

QUEM FOI CACASO?
Antônio Carlos de Brito, conhecido como Cacaso (Uberaba13 de março de 1944 — Rio de Janeiro27 de dezembro de 1987), foi um professor universitárioletrista e poeta brasileiro.
Depois de viver no interior de São Paulo, mudou-se aos onze anos para o Rio de Janeiro, onde estudou Filosofia e, nas décadas de 1960 e 1970, lecionou Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na PUC-RJ. Foi colaborador regular de revistas e jornais, como Opinião e Movimento, tendo, entre outros assuntos, defendido e teorizado acerca do cenário poético de seus contemporâneos, a geração mimeógrafo, criadores da dita poesia marginal, que ganhou publicidade com a antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, com quem Cacaso, em janeiro de 1974, escreveu o artigo "Nosso verso de pé quebrado", no qual fazem uma síntese das poéticas de então. Seus artigos estão reunidos em Não quero prosa, publicado em 1997.
Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós.
Como poeta estreou em 1967, com o livro A palavra cerzida, que foi recebida com entusiasmo por José Guilherme Merquior, por representar junto de Francisco Alvim a primeira geração "pós-vanguarda". Em 1974, lança Grupo Escolar, pela coleção Frenesi, composta também dos livros Passatempo, de Chico Alvim, Corações veteranos, de Roberto SchwarzEm busca do sete-estrelo, de Geraldo Carneiro, e Motor, de João Carlos Pádua. Cacaso une-se então a outros poetas, como Eudoro AugustoCarlos Saldanha e Chacal (Ricardo de Carvalho Duarte), formando a coleção Vida de Artista, pela qual lançou Segunda classe (em parceria com Luiz Olavo Fontes) e Beijo na boca, ambos em 1975. Depois vieram Na corda bamba (1978), Mar de mineiro (1982) e Beijo na boca e outros poemas (1985), que reunia uma antologia poética da obra do autor. Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, CharlesChacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros.
No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu LoboDjavanTom JobimToquinhoOlívia ByingtonSueli Costa, Cláudio Nucci, NovelliNelson Angelo,JoyceToninho HortaFrancis HimeSivucaJoão DonatoEduardo Gudin e muitos mais.
Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora, prematuramente. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".
Em 2002, veio a público Lero-lero, sua obra completa, incluindo, além dos livros citados, letras e poemas inéditos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FILOSOFIA, FOUCAULT, BLANCHOT E A LITERATURA



Pensador crítico, Michael Foucault preocupou-se com a relação entre linguagem e pensamento, e teve na obra de Mauce Blanchot uma influência decisiva

por Henrique Iafelice*

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Michael Foucault é um pensador que faz parte da tradição crítica. Seu trabalho filosófico pode ser descrito, grosso modo, como uma história crítica do pensamento. Para Foucault "uma história crítica do pensamento seria uma análise das condições em que são formadas ou modificadas certas relações entre sujeito e objeto na medida em que estas são constitutivas de um saber possível." (HUISMAN, 2001, p. 389).
Foucault não cansou de repetir que um projeto geral acompanhou toda a sua obra: compreender a constituição do sujeito. Compreender os diferentes modos de pensamento e ação que constituem o sujeito. Conhecer as condições nas quais uma determinada forma de conhecimento emergiu recebendo o estatuto de verdade. Assim, para Foucault, "A questão é determinar o que deve ser o sujeito, a que condição ele está submetido, que situação deve ter, que posição deve ocupar no real ou no imaginário, para torna-se sujeito legítimo, deste ou daquele tipo de conhecimento; em suma trata-se de determinar seu modo de 'subjetivação' (...)" (HUISMAN, 2001, p.389).
Se o tema principal de suas análises foi a constituição do sujeito, não podemos negar que outros dois temas estiveram correlacionados com aquele: a ética e a política. Foucault, ao tentar compreender os diversos modos de constituição do sujeito a partir das diversas forças do poder e do saber presentes na história, busca a partir de suas análises novos modos de vida, outras formas de agir e de pensar que pudessem alterar significativamente o presente. Em síntese, Foucault pôde demostrar que "verdades" e "fatos" se fazem a partir de certas condições, de certos regimes e discursos de verdade que, de acordo com condições específicas, tornam-se legítimos e inquestionáveis pelas suas próprias regras e condições.
Assim, engana-se aquele que acredita que Foucault buscou em suas análises a verdade sobre as diferentes formas de subjetivação. A própria ideia de verdade ganha em Foucault outra dimensão. O que importa não é "descobrir as coisas verdadeiras", mas antes, as regras, os "jogos de verdade" que estabelecem e legitimam discursos e práticas segundo as quais um sujeito é legitimado a pensar, a agir e a dizer sobre um determinado conhecimento. Foucault não vai se debruçar sobre quaisquer regras de verdade, mas somente sobre aquelas em que o próprio sujeito é colocado como objeto de um saber possível. Assim, a figura do louco, do delinquente, as práticas da psiquiatria, a sexualidade serão temas riquíssimos para ele, pois retratam "a formação dos procedimentos pelos quais sujeito é levado a observar-se, analisar- se, decifrar-se, a reconhecer-se como possível". (HUSISMAN, 2001, p.389).
Em seu primeiro período de pesquisas denominado de "período arqueológico", momento em escreveu duas de suas mais importantes obras, A História da Loucura e As Palavras e as Coisas, Foucault acreditava que a Literatura trazia em seu interior a possibilidade de estabelecer novas formas de pensamento que se distanciavam das construções narcísicas e identitárias da formação do sujeito. Dessa forma, a Filosofia do Sujeito, diante da Literatura, tornava-se fragilizada, abalada pelas características próprias do espaço literário que colocava em questão a figura do sujeito. De forma geral, pode-se dizer que para Foucault a Literatura apresentava uma fala anárquica que não se submetia a nenhum tipo de influência determinada pelos interesses institucionais, sociais ou mercadológicos.
Porém, com o passar do tempo, após um período de intensas aproximações com a Literatura, Foucault toma outra posição. Para ele, a Literatura teria perdido seu caráter de ruptura e transgressão a partir do momento em que se alinhou às forças de mercado e ao sistema de consumo. A partir disso, Foucault procurará pensar em outras formas de ruptura, não acreditando mais na força da exterioridade da linguagem literária.
Maurice Blanchot
Escritor, filósofo, ensaísta e crítico literário francês, Maurice Blanchot (1907- 2003) é autor de obras como O livro por vir (WMF Martins Fontes, 2005).

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Foi Maurice Blanchot - autor que teve grande influência no pensamento de Foucault - que lhe indicou o caminho para se abandonar a Literatura devido à perda de seu caráter de contestação e de exterioridade com as formas de sujeição. Segundo Foucault, aquele que estava mais tomado pela Literatura (Blanchot), foi o que nos obrigou a sair dela. Se o papel da Literatura era revelar-nos os processos de dominação efetuados pelo poder, agora, ela mesma estaria fazendo parte deste poder.
Sujeito, linguagem e infinito
Em 1963, Foucault escreve um importante texto sobre a linguagem denominado "Linguagem ao infinito". Foucault inicia este trabalho com a frase de Blanchot "escrever para não morrer". A narrativa tem o poder de suspender o tempo. Em Homero, os infortúnios lançados pelos deuses aos mortais tinham o objetivo de fazer com que estes pudessem narrar os seus próprios infortúnios, fazendo com que a palavra pudesse encontrar em si mesma um infinito manancial. "O discurso, como se sabe", escreve Foucault, "tem o poder de deter a flecha já lançada em um recuo do tempo que é seu espaço próprio". De forma semelhante, a morte como o fato mais soberano, abre no próprio ser e no presente do homem um vazio "a partir do qual e em direção ao qual se fala". Assim, a própria linguagem seria uma maneira dos homens se afastarem, pelo menos momentaneamente, do encontro final e derradeiro com a morte. "As mais mortais decisões, inevitavelmente, ficam suspensas no tempo de uma narrativa (...) Os deuses enviam os infortúnios aos mortais para que eles os narrem; mas os mortais os narram para que esses infortúnios jamais cheguem ao seu fim, e que seu término fique longínquo das palavras, lá onde elas enfim cessarão, elas que não querem se calar." (FOUCAULT, 2009, p.48).


A linguagem está ligada à morte por uma relação ambígua, ao mesmo tempo em que ela necessita da aproximação com o vazio da morte (a partir do qual se fala) para poder seguir seu caminho ao infinito, por outro lado, busca da própria morte um afastamento também infinito; esta relação não seria outra coisa que a manutenção infinita da própria linguagem estendendo a vida para além dos limites da morte. "É bem possível que a aproximação da morte, seu gesto soberano, sua proeminência na memória dos homens cavem no ser e no presente o vazio a partir do qual e em direção ao qual se fala" (FOUCAULT, 2009, p.48).
Se pensarmos nessa continuidade infinita da própria linguagem (a linguagem indo além dos limites da morte), percebermos o quanto a linguagem pode estar livre das determinações individualizantes do Eu. O sujeito, o Eu e a consciência de si só podem ser pensados a partir de um limite, de uma identidade, mas a linguagem, ultrapassando toda determinação, pode ser pensada ao infinito.
O pensamento do exterior ou do fora
Reconhecendo a importância e a influência de Blanchot sobre seu próprio pensamento, Foucault escreve, em 1966, um belíssimo texto intitulado "O pensamento do exterior". Analisaremos algumas de suas principais ideias.

"Penso, logo existo". Nesta frase, Descartes revela a certeza indubitável do Eu. Sabemos da força deste princípio cartesiano junto à Filosofia. Em verdade, a Filosofia é, e muito, tributária deste princípio. Até hoje, mesmo depois do grande abalo ocorrido a partir do pensamento dos três grandes filósofos da suspeita, Nietzsche, Freud e Marx, a ideia de um Eu, de um sujeito, de uma consciência de si, que acompanha toda experiência é ainda, para muitos, uma certeza inquestionável. Assim, a Filosofia Cartesiana afirma-se como a Filosofia do Sujeito, estabelecendo o sujeito como instância imprescindível para a relação entre homem e mundo. Mas será possível experimentar algum tipo de pensamento em que o sujeito possa estar ausente?
Talvez, o que mais encantou Foucault ao ler Blanchot foi exatamente esta experiência de dessubjetivação. A abertura oferecida pela literatura de Blanchot revela um espaço neutro no qual a unidade subjetiva do eu já não está presente. Foucault repetiu inúmeras vezes que a constituição do sujeito - por mais que isso não apareça de forma explicita - foi sempre o objeto, o assunto, o pano de fundo de suas diferentes fases de pesquisas. Assim, Foucault vai buscar na Literatura, e em especial nas obras de Blanchot, a possibilidade de se pensar um espaço neutro, espaço em que há uma elisão do sujeito, em que o Eu se apresenta destituído de toda a sua hegemonia imposta pela tradição.
Habituou-se a crer que a Literatura Moderna caracterizase por um redobramento que lhe permite designar-se a si mesma: nessa autorreferência ela teria encontrado o meio, ao mesmo tempo de se interiorizar ao extremo (de ser apenas o seu próprio enunciado) e de se manifestar no signo cintilante de sua longínqua existência
Para explicar a diferença entre o pensamento do interior, em que o Eu (ou o sujeito) se reconhece ou se representa como unidade subjetiva da experiência, e o pensamento do exterior, onde essa unidade subjetiva se dissolve e se apaga, serão analisadas duas formas de discurso: "Eu penso" e "Eu falo". No primeiro caso, há uma presença de um sujeito que se representa como figura soberana, é o sujeito cartesiano, inquestionável pela própria certeza do pensar. No segundo caso, algo de muito diferente acontece. No "Eu falo", diz Foucault, "há um vazio que circunda o próprio discurso afirmando seu caráter transitivo, de passagem". Ou seja, no "eu falo", tudo o que existe é a própria linguagem enquanto linguagem, o vazio a circunda tanto no instante anterior quanto no instante posterior ao seu discurso. Esse estado fugaz, de falta de conteúdo e fragilidade é menos uma fraqueza da linguagem do que a possibilidade de abertura para um espaço infinito que, ao invés de fundamentar a presença indispensável de um sujeito, o dispensa, pois neste espaço de "pura linguagem" não há lugar para o estabelecimento de algo que não seja ela mesma, a própria linguagem.
Segundo Foucault, pensa-se ingenuamente que a Literatura Moderna é uma forma de linguagem que apresenta como característica principal um fechamento, um redobrar-se em si mesma, que lhe seria natural. "Habituou-se a crer que a Literatura Moderna caracteriza-se por um redobramento que lhe permite designar-se a si mesma: nessa autorreferência ela teria encontrado o meio, ao mesmo tempo de se interiorizar ao extremo (de ser apenas o seu próprio enunciado) e de se manifestar no signo cintilante de sua longínqua existência." (FOUCAULT, 2009 p. 220).
Tal afirmação desconhece que, numa abordagem menos superficial, percebe-se que a literatura possui uma linguagem que se afasta de si mesma. A linguagem neste contexto "coloca-se fora de si", dispersa-se, afasta-se fazendo com que o sujeito da literatura "o que fala nela e aquele sobre o qual ela fala" se torne menos positividade e substancialidade, e sim, vazio, ausência que se revela no "eu falo". "Na escrita, não se trata da manifestação ou da exaltação do gesto de escrever; não se trata da amarração de um sujeito em uma linguagem; trata-se da abertura de um espaço onde o sujeito que escreve não para de desaparecer." (FOUCAULT, 2009. p. 224).
Ficção e verdade
Se antigamente tratava-se de encontrar a verdade por meio da linguagem, hoje, diz Foucault, torna-se necessário pensar a ficção. Pensar a ficção é pensar os caminhos que a Literatura Moderna tomou, distanciando a linguagem cada vez mais de si mesma, se a linguagem era determinada em sua origem a ser mito ou retórica, agora, alcança uma exterioridade que a faz afastar-se de si mesma. Segundo Foucault, o momento inaugural da Literatura ocorreu no final do século 18 com o aparecimento das obras de Sade e dos romancistas do terror. Foi a partir dessas obras que uma nova língua pôde surgir. Estas obras trazem tipos de linguagens que são forçadas a sair para fora de si. São linguagens que se representam a si mesmas. Elas tratam do "indizível", do "gesto sem palavra", do "estupor", do "êxtase".

A tradição de eu penso, afirmava a existência de um sujeito, de um eu interior. Essa tradição ao afirmá-lo estabeleceu também o lugar do objeto, fixando uma forte soberania daquele sobre este. Essa estrutura delimitou o pensamento, estreitando possibilidades, fixando relações. Todas as imagens deixadas por Blanchot não possuem poder em si mesmas, mas, ao contrário, é por meio dos espaços e dos desvios deixados por elas que o vazio se faz presente afirmando o eu falo como ficção. É somente neste espaço que a ficção pode surgir, sem sujeito, sem objeto, pura linguagem de matéria invisível. Todas as múltiplas imagens utilizadas por Blanchot, quartos, corredores, lugares fechados ou proibidos, se apresentam menos pela sua referência concreta e espacial e mais por apresentarem o negativo, a ausência e o vazio. "O fictício não está nunca nas coisas nem nos homens, mas na impossível verossimilhança do que está entre eles: encontros, proximidades do mais longínquo, absoluta dissimulação lá onde nós estamos." (FOUCALT, 2009, p. 225).
Bataille
Georges Bataille (1897- 1962) foi um filósofo francês celebrado por toda uma geração de pensadores, de Michel Foucault a Jean Baudrillard. Publicou, entre outros, História do olho (Cosac Naify, 2003).

Radio France 2012

Em Blanchot, o discurso possui um modo de ser específico que se dirige para o vazio, para o ausente, para o espaço, afastando-se assim do pensamento interior que reivindica um Eu. E é nesse movimento que o discurso pode caminhar para o próprio ser da linguagem, para o pensamento do exterior. Para Foucault, o ser da linguagem só pode efetuar sua existência na medida em que há um desaparecimento do sujeito. O próprio termo "exterior" se diz a partir de um sujeito, de um Eu, que não reconhecem em si mesmos o discurso ausente, vazio e invisível pertencente à linguagem.
O discurso reflexivo e a experiência do exterior
É possível uma linguagem que possa expressar esta experiência do exterior? A linguagem reflexiva tende a reduzir a experiência do exterior à dimensão da interioridade. Foucault descreve o discurso reflexivo como incapaz de se separar da experiência de uma consciência determinada à "experiência do corpo, do espaço, dos limites do querer, da experiência indelével do outro". Assim é necessário se pensar em uma outra linguagem que possa expressar aquilo que a linguagem reflexiva é incapaz de fazer. Esta outra linguagem não deve buscar sua própria certeza em uma instância interior (em uma consciência, em um sujeito, em uma vontade, etc.), mas sim em seu limite onde o vazio, e não a positividade, é o lugar em que a negação do próprio discurso marca o movimento para um exterior. "Negar o seu próprio discurso (...) é fazê-lo incessantemente passar para fora de si mesmo, despojá-lo a cada instante não apenas daquilo que ele acaba de dizer, mas do poder de enunciá-lo." (FOUCAULT, 2009 p.224).

É importante não esquecermos a influência da Literatura em Foucault a partir, também, de outros autores que, como Blanchot, o influenciaram de forma decisiva, mas que não foram citados aqui, pois fugiriam da perspectiva deste trabalho. Autores como Bataille, fornecendo uma experiência fundamental do homem com o seu "limite", ou de Nietzsche que mostra a descontinuidade do "Além do homem", entre outros, foram figuras caríssimas para a própria constituição da filosofia de Foucault.
Henrique Iafelice é graduado e mestrando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
E-mail: hiafelice@yahoo.com.br

Referências
FOUCAULT, Michel. Prefácio à Transgressão. Ditos e Escritos III. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. 2 ed. Rio de janeiro: Forense Universitária. 2009. ps 219-241.
__________. Linguagem ao Infi nito. Ditos e Escritos III. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 2009. ps 47-59
___________. O que é um Autor? Ditos e Escritos III. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 2009. ps 264-298.
HUISMAN, Denis. Dicionário dos Filósofos. Trad. Claudia Berliner, Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes. 2001