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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A PRAIA

por ANTONIO PAIVA RODRIGUES
(MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E AOUVIRCE)


Na praia das Fontes num belo dia me inspirei edifiquei um castelo de sonhos, sonhos reais de Príncipes e Reis. Imaginei com ternura e doçura, na altura do monumento real, mas só fantasia. Descomunal, naquelas redondezas não havia, só pedra, casebres e maresia. Como por encanto em poucos momentos disse: Majestade; está pronto venha olhar. É lindo! Suas paredes pareciam enormes colunas de alvenaria, mas, no entanto, para espanto era só areia. Areia da praia, onde eu estava a sonhar acordado, coitado não percebia que as ondas ferrenhas poderiam tudo desmanchar. Circundei o castelo e joguei um pozinho amarelo, para torná-lo mais belo encantador de sereias.


Que em noites de lua cheia com seu canto bonito, meio esquisito poderia surgir a qualquer hora em qualquer lugar. Olhei as estrelas brilhantes parecendo diamantes a brilhar, e a piscar. Cantarolei cantigas de Príncipes, Duques e Reis; esperei com o olhar espantado, esbugalhado numa luzinha que piscava em alto mar e cada vez mais a se aproximar, Um vento forte começava a soprar e rajadas de areia a jogar, as ondas se agitaram, agigantaram- se e o meu castelo coitado, ficou de papo pro ar. Meu sonho que era só alegria, de repente virou tristonho mais que de repente, tudo desmoronou. Transformei- me num precoce infeliz, pois a obra dos sonhos era singela salpicada de amarelo, mas esqueci que areia com vento não podem combinar. Foi uma sina, porém pequenina que tocou meu coração, passei as mãos na cabeça, ouvi uma voz: não enlouqueça! Você é um amor. A vida é assim! Pensamos que somos fortes, nada nos destruirá vem o destino e a morte, que por ironia ou falta de sorte, nos dizimar.

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